VIVA A BUNDA


VIVA A BUNDA
Luciano Pires, jornalista, escritor e cartunista.

Eu sabia. Eu sempre disse que o que move o mundo é a bunda.
Tudo se resume à falta ou excesso de bunda.
Quer gravar um cd e vender milhões? Bote lá uma bunda. Quer fazer um programa de tv dar audiência? A bunda! Quer vender cerveja? Chame a bunda! Sucesso no rádio? Fale de bunda! Quer manter seu emprego seguro? Proteja a bunda! Fez besteira? Faça cara de bunda. Não gosta do sujeito? Chame-o de bunda. O Brasil é o país da bunda.
E quer saber? Eu adoro bunda. Bundas bonitas, femininas evidentemente, são uma delícia de olhar.
Elas têm um balanço, um equilíbrio no vai-e-vem que é insuperável… São fofas. Lisinhas. Têm linhas arredondadas, proporcionais. Da bunda o olhar sobe, ansioso para verificar se o rosto está à altura. E quando está, a beleza abunda!
Viva a bunda!

Mas esta semana fiquei meio desbundado.
O Lula apelou pra bunda.
A frase já entrou para a história: “O brasileiro não levanta o traseiro do banco, ou da cadeira, para buscar um banco mais barato. Reclama toda noite dos juros pagos e no dia seguinte não faz nada para mudar “.
É claro que o presidente disse “traseiro” mas vai dizer que ele não estava pensando em bunda?
Se tivesse dito, de boca cheia, “bunda”, seria o caos.

Pois quer saber? O Lula está certo. Somos uns bundões.
Só reclamamos, não mexemos o traseiro, ficamos esperando que resolvam por nós.
Pois vou lançar o MDB do B: Movimento Dos Bundões do Brasil. Milhares tirarão as bundas das cadeiras e irão às ruas.
Pintarão os rostos e as bundas. Levarão faixas. Gritarão palavras de ordem: “Bundas. Unidas. Jamais serão vencidas!”.
Farão tanta pressão que certas bundas poderosas do Banco Central serão obrigadas a se mexer.
E reduzirão as taxas a um patamar aceitável.
E vamos perceber a força das bundas e começar a corrigir outras coisas…

Portugal não fez a Revolução dos Cravos? Pois nós faremos a Revolução das Bundas.
Milhares e milhares de bundas, bundinhas e bundonas marchando de costas na Esplanada!
Bunda branca, bunda preta, bunda amarela.
Bunda dura, bunda mole, bunda dele e dela.
Bunda rica, bunda pobre e bunda remediada.
Bunda do pai, da mãe, avós, filhos e empregada.
Quero ver se a tv vai resistir às bundas da Juliana Paes, Kelly Key e Luma de Oliveira.
A marcha das bundas pela moralização do Brasil!

Mas aí vem a secretária de estado norte-americana, Condoleezza Rice, exortando os países latino-americanos a persistir no caminho da democracia: “Não percam as esperanças, não desanimem e, sobretudo, não dêem marcha à ré”, disse ela em Brasília.
Pronto. Lá vem a desmancha-prazer.
Como assim, “não dar marcha à ré”? E a bunda? Só podia ser norte americana.
Essa raça não tem bunda.

Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista
eu sei que esta um pouco atrasado, mas nao podia deixar passar


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1 Comentário

  1. vitormarinho said,

    março 22, 2013 às 6:17 pm

    ai como queria meter a ´pica nesa bunda


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