Disfunção Eréctil

marcocarocari3.jpgA disfunção eréctil, comummente conhecida por impotência, é um problema vulgar que afecta, no mínimo, um homem em cada dez. A sexualidade é um aspecto importante da vida e desde há muito que ultrapassou a função biológica da reprodução. Problemas relacionados com a sexualidade podem destruir relações íntimas e são ultrapassados com maior facilidade quando ambos os parceiros falam de uma forma aberta e têm vontade de resolver o problema. Este texto procura alertá-lo acerca dos vários tratamentos disponíveis bem como de algumas novas opções. Mas primeiro será útil falar sobre a origem da impotência, as suas causas e os exames que deverá fazer.

O que é a disfunção eréctil?
A impotência é a incapacidade de manter uma erecção suficientemente rígida e que dure o tempo necessário para permitir uma relação sexual. Não é a mesma coisa que infertilidade ou que ejaculação precoce. A impotência pode ocorrer em qualquer idade, apesar de ser mais comum a partir dos 40 anos. Existem alterações evidentes ao longo do envelhecimento do homem. É necessário mais tempo para se sentir estimulado, o pénis necessita de uma estimulação mais directa e não fica tão rígido como antes. Qualquer distracção pode levar à perda da erecção e o clímax (orgasmo) é geralmente menos intenso.

A disfunção eréctil é muito comum?
Todos os homens, alguma vez durante a sua vida, tiveram dificuldade em atingir erecções especialmente quando cansados, em stress, sob a influência do álcool ou durante uma doença grave. A impotência persistente não é vulgar nos homens novos, mas começa a ter uma importância crescente a partir dos 40 anos e cerca de 30% dos homens com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos sofrem de alguma forma de impotência. Este aumento é influenciado por múltiplos factores, tais como, o tabaco, a diabetes, pressão arterial elevada, doença cardíaca, alterações nos níveis de colesterol, depressão e muitos dos medicamentos utilizados no tratamento destas doenças.

Como ocorre a erecção?
Quando um homem é estimulado, o pénis muda de um estado flácido (mole) para um outro tumescente, mudança associada a um aumento de volume e, finalmente, para um estado de engurgitação completa (duro ou rijo). Estas fases ocorrem rapidamente e envolvem o cérebro, a espinal-medula, os vasos sanguíneos, os nervos, as hormonas e o tecido esponjoso do pénis (musculo cavernoso). Para um homem manter uma erecção deverá ser estimulado pelo toque, visão, pensamentos, cheiros, sons ou uma combinação destes. Estas mensagens são enviadas através da medula espinal para os nervos penianos, permitindo um aumento do fluxo sanguíneo ao pénis. Este aumento do fluxo sanguíneo faz com que o pénis aumente de volume e que o sangue fique retido pelo relaxamento do músculo peniano. A erecção mantém-se até que se dê a ejaculação ou que o interesse sexual desapareça. Nessa altura, o processo reverte-se e o pénis volta a ficar flácido. Após a ejaculação é necessário que passe algum tempo antes do homem conseguir obter outra erecção, é o chamado período refractário.

Quais são as causas da disfunção eréctil?
As causas da impotência podem ser divididas em 5 grupos.

Causas vasculares
São muito vulgares e resultam da incapacidade do sangue afluir ao pénis e aí ficar retido. Os factores de risco para as causas vasculares são o tabaco, a pressão arterial elevada, a diabetes, a doença coronária e as alterações dos níveis de colesterol.

Causa neurológicas
Resultam da interrupção da mensagem enviada do cérebro ao pénis e são quase sempre óbvias: lesão medular, esclerose múltipla e cirurgia pélvica radical.

Causas hormonais
São raras mas podem ser devidas a falta de hormonas sexuais masculinas.

Causas psicológicas
Nestes casos, o mecanismo peniano encontra-se normal mas a erecção é inibida por problemas psicológicos que podem variar entre a simples ansiedade, como por exemplo o receio de não conseguir obter uma erecção (o denominado papel de espectador); os problemas na relação entre os parceiros; a depressão ou outras perturbações psicológicas. O stress seja por que razão for, pode condenar qualquer performance sexual.

Medicamentos
Vários medicamentos, especialmente os utilizados no tratamento da hipertensão, da doença cardíaca e de perturbações psiquiátricas, podem interferir na capacidade de obter erecções. Deve ler a bula que acompanha os medicamentos que foram prescritos e verificar se esta relata efeitos na esfera sexual.

Onde posso obter ajuda?
Na maioria dos casos deverá começar por consultar o seu médico de família, que poderá estar apto a ajudá-lo. Se esse não for o caso, deverá enviá-lo a um especialista neste tipo de problemas.

E a seguir
A primeira ida ao médico é geralmente o passo mais difícil. Ele terá a perfeita noção do seu problema e por isso não lhe deverá esconder qualquer tipo de informação que possa vir a afectar o tratamento. Deve lembrar-se que ele está habituado a ouvir e a tratar problemas sexuais e você deverá estar à vontade para discutir estes assuntos (a linguagem em consulta de medicina sexual terá que ser aquela que ambos: médico e doente entendam!). O médico poderá fazer o diagnóstico a partir da história clínica e do exame físico, apesar de provavelmente querer que faça alguns exames. É aconselhável que a sua companheira vá consigo à consulta. Alguns doentes poderão necessitar de exames mais detalhados mas, geralmente estes só são necessários em doentes mais novos e com problemas específicos.

Quais os exames básicos?
São poucos e consistem, na sua maioria, na pesquisa de glucose (açúcar) no sangue ou urina, para diagnosticar diabetes e avaliação do colesterol e triglicerídeos. É também conveniente avaliar os níveis do testosterona (hormona sexual masculina), especialmente quando a impotência está associada à perda de desejo sexual.

Deverão fazer-se outros exames?
A maior parte dos homens não necessita de exames adicionais e estes só serão realizados quando as circunstâncias, caso a caso, o exigirem.
A monitorização peniana durante o sono permite ao médico determinar a presença e a qualidade da erecção. Todos os homens têm, normalmente, 3 a 5 erecções durante o sono. Se o doente sofrer de dificuldades psicológicas com a função sexual obterá na mesma erecções rígidas durante o sono, enquanto que se o problema for físico as erecções serão em menor número e de menor qualidade. Este teste permitirá ao médico fazer a diferenciação entre causas psicológicas e físicas.
Um teste simples para determinar a existência de problemas físicos envolve a injecção de fármacos específicos no pénis. Estes fármacos melhoram a circulação sanguínea e, geralmente, resultam numa erecção se não existirem alterações do fluxo sanguíneo.
O eco-doppler a cores é o exame mais apropriado para a identificação de alterações do fluxo sanguíneo no pénis. Este teste utiliza ondas sonoras para mostrar a imagem dos vasos sanguíneos num monitor.
Os exames radiológicos do pénis só são necessários em homens novos, onde a hipótese de cirurgia reconstrutiva é considerada. Geralmente não são necessários mais exames.

Quais os tratamentos disponíveis?
Aconselhamento e Terapia Sexual Intensa
Muitos dos homens que sofrem de impotência poderão ser afectados psicologicamente, mesmo quando a causa é de origem física. Cerca de metade dos casos de disfunção eréctil tem uma etiologia emocional ou psicológica, que pode ser a única causa ou associar-se a outra etiologia orgânica de que falámos atrás. O aconselhamento e/ou a psicoterapia sexual pode ajudá-lo assim como à sua parceira, a falar acerca do problema e mesmo a ultrapassá-lo. No aconselhamento, a atmosfera de permissão, a abertura para informação e discussão do problema, e até para sugestões de novos comportamentos é utilizado em grande número de situações clínicas, em todas as idades, em particular na maior parte dos homens jovens (com menos de 40 anos) uma vez que raramente a causa dos seus problemas é de origem física. A intervenção psicoterapêutica nas disfunções sexuais e em particular na disfunção eréctil tem

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