Gafes – cuidado para nao cometer uma

mehorns-m.jpgMulheres:

1) Usar esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).

2) Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o namorado fetichista).

3) Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men.

4) Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.

5) Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo).

6) Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso “caminho da felicidade”. Melhor depilar, caso contrário, é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par.

7) Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo “carinho” com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá a praia de meia.

8) Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass,etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o ítem 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame o para jantar ou dançar, e vá assim.

9) Perfume Paris do Yves Saint Laurent. Se não estiver na terceira idade não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.

10) Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de “Grease nos tempos da brilhantina”, use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.

mehorns-h.jpgHomens:

O que os homens nunca deveriam usar – ou ter usado. Na coluna passada brinquei, com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar – pois era sofrível. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores.
Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculina usando:

1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.

2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da “elegância”. Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto’s Coiffeur, Cabral’s, Antonio’s e por aí vai.

3) Sapato social de “franjinha” (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando'”Billie Jean” no Largo da Carioca.

4) Calça de cintura alta, a chamada “Saintropeito”. Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa.

5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent). Num acampamento pode ser usado como repelente (pena que até dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.

6) Essa vai doer em muito “Maurício” mas é a minha opinião: casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a “La Roberto Justus”. Tem solução, mas tem quem ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.

7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for o mecânico Pascoal da novela ‘”Belíssima”, pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito como o Gianechinni, ela será somente um pouco mais tolerante. Entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado.

8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo “francesinha” no salão.

9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir “Brokeback Mountain” comendo pipoca light.

10) Cueca furadinha tipo antiga Adams de cor (vermelha, amarela, marrom,etc….). Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual. Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente).”

Como remover manchas de nicotina, charuto, cachimbo e cigarro

Como remover manchas em: acetato, fibra de vidro, raiom e triacetato.
Esfregue (usando uma esponja umedecida e passando-a, com uma leve pressão, sobre a mancha, indo do centro para as extremidades) com água e aplique um solvente líquido e algumas gotas de vinagre branco. Cubra a mancha com um chumaço absorvente umedecido com o removedor. Deixe descansar enquanto a mancha vai sendo removida. Mantenha o chumaço e a área manchada umedecidas com o removedor e o vinagre. Borrife (aplicando removedor para soltar as manchas e os resíduos dos removedores de manchas) com água e repita até que a mancha toda seja removida.

Como fabricar removedores de manchas líquido e a seco

Removedor a seco: misture 1 parte de óleo de coco (encontrado em farmácias e em lojas de alimentos naturais) e 8 partes de solvente líquido para lavagem a seco. Essa solução deve ser guardada em uma garrafa bem tampada, para que os solventes não evaporem. O óleo de coco pode ser substituído pelo óleo mineral, mas não tem a mesma eficácia.
Cuidado: solventes de lavagem a seco são venenosos e podem
ser inflamáveis.

Removedor líquido: misture 1 parte de glicerina e 1parte de detergente lava-louças com 8 partes de água. Agite bem antes de cada uso. Guarde o removedor líquido em uma garrafa plástica.


Como remover manchas em:
tecido acrílico, modacrílico, náilon, olefina, poliéster e spandex.
Molhe a mancha com uma solução de 1/4 de água morna, 1/2 colher (de chá) de detergente líquido, e 1 colher (de sopa) de vinagre branco, por 15 minutos. Enxágüe com água. Esfregue a mancha restante com álcool isopropílico. Enxágüe bem, deixe secar e lave tão logo seja possível.
Como remover manchas em: plástico acrílico, alumínio, asfalto, bambu, latão, bronze, cana, vidro cerâmico/azulejo, cobre, cortiça, esmalte, vidro, ouro, reboco, ferro, marfim, jade, linóleo, opala, tinta (fosca ou brilhante), peltre, plexiglas, poliuretano, aço inoxidável, estanho, roupas de vinil, azulejo de vinil e cobertura de parede de vinil.
Limpe a superfície com um pano ou esponja embebida em água morna com sabão. Enxágüe bem e seque.
Como remover manchas em: alabastro e mármore.
Limpe a superfície com um pano molhado em uma solução de carbonato de sódio e água. Enxágüe bem e seque. Se a mancha persistir, misture algumas gotas de amônia com uma xícara de água oxigenada a 3%. Molhe um mata-borrão na solução e coloque sobre a mancha. Faça compressão com uma peça de vidro ou outro objeto pesado. Continue aplicando a solução até que a mancha clareie.
Como remover manchas em: pedra calcárea, tijolo, concreto, ladrilho, granito,
calcáreo, tijolo de concreto, ardósia e mosaico.
Misture uma solução de carbonato de sódio e água. Escove levemente a mancha com uma escova de cerdas macias. Enxágüe com água limpa e deixe secar.
Como remover manchas em: aniagem, seda e lã.
Esfregue a mancha com água. Se a mancha persistir, aplique removedor líquido e algumas gotas de vinagre branco. Cubra a mancha com um chumaço absorvente umedecido com o removedor. Deixe descansar enquanto a mancha vai sendo removida. Troque o chumaço à medida que for absorvendo a mancha. Mantenha o chumaço e a área manchada umedecidas com o removedor e o vinagre. Borrife com água. Repita até que a mancha seja removida. Se a mancha persistir, teste a firmeza de cores, aplique álcool isopropílico e cubra com um chumaço absorvente umedecido com o álcool. Deixe descansar enquanto a mancha vai sendo removida. Borrife com água.
Como remover manchas em: tapete (sintético ou de lã) e espuma de borracha.
Molhe a mancha com uma solução de 1/4 de água morna, 1/2 colher (de chá) de detergente líquido, e 1 colher (de sopa) de vinagre branco. Limpe com um pano limpo e enxágüe bem com água.
Como remover manchas em: algodão e linho.
Molhe a mancha com uma solução de 1/4 de água morna, 1/2 colher (de chá) de detergente líquido, por 15 minutos. Enxágüe bem com água. Depois esfregue a área com álcool isopropílico, enxágüe com água e deixe secar.
Como remover manchas em: feltro, peles (naturais e sintéticas) e madeira.
Misture detergente para lavar louça em água quente e mexa até fazer bastante espuma. Umedeça um pano somente com a espuma e aplique sobre a mancha. Enxágüe com um pano limpo umedecido com água limpa. Deixe o feltro e as peles secarem no ar, mas seque as superfícies de madeira com um pano limpo e depois lustre ou encere.
Como remover manchas em: couro e camurça.
Misture uma solução de sabão neutro em água morna. Mexa até fazer bastante espuma. Aplique somente a espuma com uma esponja no local onde está a mancha. Enxágüe com um pano limpo umedecido com água limpa. Esfregue o local com um pano limpo para secar.
Como remover manchas em: pratos de porcelana e enfeites de porcelana.
Remova a mancha lavando em água morna com sabão ou passando um pano molhado em água morna com sabão. Enxágüe bem e seque. Para remover manchas persistentes, umedeça um pano e mergulhe-o em bicarbonato de sódio. Limpe a mancha restante, enxágüe e seque com um pano limpo.
Como remover manchas em: prata.
Lave em água quente com sabão. Enxágüe bem em água quente e seque com um pano limpo para evitar que embace.
Se você seguir essas simples técnicas de remoção de manchas, você irá conseguir remover qualquer mancha de charuto, cachimbo e cigarro sem preocupação. via

Paranormalidade existe?

Saiba mais sobre os fenômenos que desafiam as leis da natureza.

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Numa manhã de verão, uma moradora de Nova York acordou impressionada com o sonho que teve. Em seu sono, ela viu um avião pequeno cair em uma praia à beira de um lago. Havia três chalés no local, mas apenas um foi atingido. Os bombeiros, ao tentar alcançar os destroços, pegaram a estrada errada e demoraram muito a chegar. Quando, finalmente, puderam combater o fogo, era tarde demais. O piloto da aeronave havia morrido queimado. Na manhã do dia seguinte, ela comentou o sonho em duas cartas que escreveu a amigos. E, no final da tarde, quando ouviu um ruído de avião, teve um pressentimento. Gritou para o marido que avisasse os bombeiros, porque aquele avião iria cair. Segundos depois, a aeronave se espatifou na praia de um lago próximo, atingindo, na queda, um dos chalés que ficavam na margem. Os bombeiros pegaram a estrada errada e o piloto morreu queimado. A mulher entrou em depressão, achando que ela poderia ter salvo a vida do sujeito.
Há várias maneiras de interpretar esse caso. Uma delas é atribuir os fatos a uma incrível coincidência. Mas há quem enxergue aí um episódio de premonição, como fez a pesquisadora americana Louisa Rhine. O sonho da mulher de Nova York, na verdade, faz parte de uma compilação de casos de fenômenos paranormais publicado por hine na década de 70. Ou seja, para ela, a mulher previu o futuro em seu sonho.
Em outras épocas, em outras culturas, essa explicação seria prontamente aceita. Afinal, durante muito tempo, as pessoas interpretavam o mundo por meio das idéias de xamãs, bruxos e profetas. Na Grécia antiga, os pais do pensamento clássico recorriam a oráculos que previam o futuro. Na França medieval, acreditava-se que alguns reis, chamados de taumaturgos, eram capazes de curar com o toque. Em alguns lugares, isso acontece até hoje. Em muitas comunidades indígenas, os xamãs são líderes tribais.
Mas na sociedade ocidental racionalista atual o juiz supremo do conhecimento humano é a ciência. É ela que atesta o que é o mundo e como ele funciona. É ela que diz o que é realidade e o que é ilusão. Ou seja, para que uma idéia seja levada a sério, conquiste um espaço nos livros escolares e se torne conhecida e respeitada por todos, ela precisa ser sancionada pela ciência.
A boa notícia é que há, sim, pesquisa científica sobre alguns fenômenos paranormais. Essa ciência chama-se parapsicologia e não estuda todos os acontecimentos estranhos, só três tipos. O primeiro é a percepção extra-sensorial, que é o nome dado para a transmissão de informação que não use nenhum meio físico conhecido, nenhum dos sentidos humanos. Isso inclui três tipos de fenômenos: a premonição, ou seja, receber uma informação do futuro, como a moça de Nova York; a telepatia, que significa a comunicação direta entre duas mentes; e a clarividência, que é a percepção de uma informação sem uso dos sentidos e sem que haja outra pessoa envolvida.
Outro fenômeno estudado pela parapsicologia é a telecinese, ou seja, a influência direta da mente sobre a matéria. Mover objetos sem tocá-los, influenciar máquinas à distância ou curar só com o toque de mãos são considerados fenômenos telecinéticos.
O terceiro fenômeno pesquisado pela parapsicologia é a sobrevivência da consciência sem o corpo, o que envolve o estudo de coisas como reencarnação e experiências de quase morte (os relatos de quem foi considerado clinicamente morto e ressuscitou). Ou seja, como você percebeu, a parapsicologia estuda a influência da consciência sobre o mundo real. Espíritos e ETs não fazem parte de seus estudos.
Para boa parte dos cientistas, entrar em um laboratório para fazer testes de telepatia é uma heresia que faria o cadáver de Newton revirar-se na sepultura. Mas a parapsicologia é, sim, uma ciência. Os parapsicólogos controlam as condições das experiências, fazem previsões e procuram reproduzir os resultados, como nas outras ciências. A Associação Parapsicológica, que reúne os parapsicólogos americanos, é afiliada, desde a década de 70, à prestigiada Associação Americana para o Avanço da Ciência. Como outros ramos da ciência, a parapsicologia tem jornais especializados para publicar seus estudos. E, também como em outras ciências, os parapsicólogos prestam serviços para governos e recebem financiamento público para pesquisas, se bem que o dinheiro para esse pessoal esteja bastante curto.
Foi num desses estudos patrocinados pelo governo americano que despontou Joe McMoneagle, um vidente que tinha as mais altas taxas de acerto entre as cobaias utilizadas nas pesquisas militares. Em seu livro Conscious Universe (“Universo consciente”, inédito no Brasil), o físico e parapsicólogo Dean Radin, que testou McMoneagle várias vezes, relata alguns episódios impressionantes. Em 1979, os militares americanos queriam saber o que havia dentro de um prédio na Rússia. Primeiro, deram a McMoneagle as coordenadas (latitude e longitude) do local. O vidente descreveu o prédio e fez um desenho bastante semelhante ao edifício. Os militares então lhe entregaram uma foto do prédio feita de um satélite e lhe pediram que dissesse o que havia lá dentro. McMoneagle disse que os russos estavam construindo um enorme submarino no prédio. A previsão parecia estranha: submarinos são construídos à beira da água e a água mais próxima do prédio russo ficava a centenas de metros.
O vidente disse que, em quatro meses, os soviéticos escavariam um canal para o submarino sair. De fato, quatro meses depois, havia um canal ligando o prédio à água, e um enorme submarino, classe Tufão, saiu da construção. De 1970 a 1994, o Exército, a Marinha e até a Nasa gastaram cerca de 20 milhões de dólares com esse tipo de pesquisa de visão remota, ou seja, clarividência.
A má notícia é que, apesar do dinheiro e de mais de 130 anos empregados em pesquisas, ainda não é possível afirmar que existem fenômenos parapsicológicos (ou fenômenos psi, como costumam dizer os parapsicólogos). O pior é que também não dá para dizer que eles não existem.
Parte da culpa por essa situação é dos próprios parapsicólogos. É incontestável que há pouca pesquisa científica sobre o assunto. Das que existem, boa parte é descartada no primeiro escrutínio por problemas metodológicos ou por negligência na conduta da experiência. Outra parte acaba desacreditada por análises estatísticas. Por fim, das pesquisas que sobram, uma fatia está impregnada de conceitos esotéricos, que não podem ser analisados pelo método científico. E é comum ler artigos de parapsicólogos tentando salvar do naufrágio pesquisas com sérios problemas metodológicos.
Em um tema de tanto interesse do público, seria de esperar que outros cientistas, de outras áreas, viessem em socorro do conhecimento científico, apontando os possíveis erros e ajudando a construir experiências à prova de falhas, para finalmente descobrirmos se os fenômenos psi existem ou não. Mas isso não acontece. A esmagadora maioria da comunidade científica contenta-se em ridicularizar a parapsicologia sem nem conhecer seus trabalhos acadêmicos.
A minoria que se dispõe a analisar as pesquisas parapsicológicas está encastelada em associações de céticos que dizem que parapsicologia não é ciência e muitas vezes criticam as pesquisas com argumentos tão fantasiosos quanto os dos maus parapsicólogos. As revistas editadas por esses grupos estão cheias desses casos. E já houve casos de céticos famosos acusados de sabotagem. Um dos céticos mais respeitados pelos parapsicólogos é o psicólogo Ray Hyman, da Universidade de Oregon, hoje aposentado. Hyman revisou várias pesquisas dos parapsicólogos e as conhece bem. Mas mesmo ele exibe, às vezes, um ceticismo pouco saudável. Em pelo menos duas ocasiões, Hyman deparou-se com pesquisas cujo resultado, embora inexplicável pelas leis aceitas pela física, não podia ser atribuído a nenhuma falha. Bastaria dizer que não achou falha. Mas ele fez questão de acrescentar uma dúvida sobre a pesquisa. “Não pude encontrar nenhuma falha, se há alguma presente.
Mas também é impossível, em princípio, dizer que qualquer experimento em particular ou série experimental é completamente livre de possíveis falhas”, escreveu.
Ele não reavaliou a pesquisa. Ou seja, os resultados do estudo permanecem válidos. Mas, hoje, Hyman é categórico: “Os efeitos encontrados pelos parapsicólogos devem-se a falhas de método ou de procedimento. Eu nunca vi nenhum efeito autêntico à prova de falhas”, disse ele, em entrevista de sua casa no Oregon.
Em busca de uma opinião isenta para esta reportagem, falei com vários cientistas que estudam o método e a evolução do conhecimento científico. Todos desmereceram as pesquisas dos parapsicólogos. O detalhe é que nenhum deles estava atualizado com as pesquisas que criticavam. Um deles não conhecia um método utilizado há 20 anos, mas não hesitou em dizer que a ciência havia “provado” que os fenômenos psi não existem. E nenhum deles jamais fez um experimento sobre fenômenos psi.
Com esse tipo de opinião sobre a parapsicologia, não é de admirar que os livros didáticos tenham uma visão tão distorcida sobre essa ciência. Em uma pesquisa feita em 1991, o psicólogo americano Miguel Roig descobriu que, entre 64 livros de introdução à psicologia utilizados nos Estados Unidos, um terço nem citava os termos psi ou percepção extra-sensorial. E, entre os que citavam, só oito estavam atualizados sobre as pesquisas, embora não entrassem em detalhes.
Não deixa de ser estranho. Uma das razões pelas quais a ciência tornou-se, por excelência, a doutrina pela qual a humanidade acumula conhecimento, é seu caráter progressista. “A ciência tem características de autocorreção que operam como a seleção natural”, diz o psicólogo americano Michael Shermer, presidente da Skeptics Society (em português, sociedade cética), uma espécie de ONG que combate superstições, crendices e tudo o que não pode ser comprovado cientificamente. “Para avançar, a ciência se livra de erros e teorias obsoletas com enorme facilidade. Como a natureza, é capaz de preservar os ganhos e erradicar os erros para continuar a existir”, afirma.
Mas não é isso que se vê na comunidade dos céticos, da qual Shermer faz parte. Sua opinião sobre a acupuntura é um exemplo. Em 1997, um comitê dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos reconheceu que a eficácia da acupuntura supera o efeito placebo para alguns problemas de saúde, embora seja nula para outros. Mas, ignorando essas evidências, Shermer é categórico em seu diagnóstico dos efeitos da acupuntura. “Eles não existem. São simplesmente efeito placebo.”
Isso pode ser simplesmente preconceito. Mas pode ser uma pista de que o pensamento analítico, que divide o mundo em partes e examina cada uma delas separadamente, tem limitações. Por seus inegáveis méritos, esse modelo moldou a ciência nos últimos 300 anos. Devemos a ele o desenvolvimento de quase todas as novas tecnologias, da saúde à aeronáutica. Por outro lado, alguns cientistas que não têm nada a ver com parapsicologia começam a questionar se essa maneira de ver as coisas é mesmo infalível. Na medicina, por exemplo, a interação entre mente e corpo é cada dia mais aceita, e não é mais uma heresia dizer que relaxamento, crença religiosa e outros fatores de equilíbrio mental afetam sinais vitais mensuráveis, como pressão arterial. O entendimento do processo do estresse, por exemplo, vem dessa mudança. O que a parapsicologia quer saber é se não haveria uma interação parecida entre consciência e matéria (alguns físicos admitem essa hipótese. Leia a reportagem da pág. 25).
Richard Lewontin é pesquisador do Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard e um expoente da pesquisa genética. Mas ele não está contente com o modo de pensar analítico. Em seu livro A Tripla Hélice (Companhia das Letras, 2002), Lewontin faz uma analogia interessante. Segundo ele, estamos acostumados a ver o pensamento analítico como uma onda que varre os campos do conhecimento por onde passa, uma onda que só não alcança aqueles que fogem dela para refugiar-se em raciocínios bizarros. Mas, segundo o pesquisador, esse modelo científico é mais como os exércitos medievais, que sitiavam as cidades por algum tempo, deixando incólumes as mais resistentes. “A ciência, como a praticamos, resolve os problemas para os quais seus métodos e conceitos são adequados. E os cientistas bem-sucedidos logo aprendem a formular somente problemas que apresentam boa probabilidade de ser resolvidos.”
O tiroteio entre céticos e parapsicólogos vitimou boa parte das pesquisas dos fenômenos psi, que não resistiu às críticas e tombou, para o bem da boa ciência. Mas há sobreviventes. E eles têm histórias impressionantes para contar. O psicólogo Robert Morris, que dirige o curso de Parapsicologia da Universidade de Edimburgo, na Escócia, é um deles. Respeitado até entre as fileiras do exército inimigo, Morris reconhece as fraquezas das pesquisas dos fenômenos psi. “Para conhecer o mecanismo de um fenômeno é preciso manter constantes as variáveis envolvidas. Só assim é que se consegue reproduzi-lo, o que é fundamental para provar sua existência. O problema é que não conhecemos todas as variáveis envolvidas nos fenômenos psi”, diz Morris. “Parte do problema é que estudar pessoas é difícil, como bem sabem os psicólogos. O ser humano é complexo e dificilmente se consegue repetir o resultado de um estudo.”
Apesar de tudo isso, o pesquisador está convencido da existência dos fenômenos psi, mas diz isso com o rigor de um cientista. “Eu estou 95% persuadido de que pelo menos alguns dos efeitos em parapsicologia indicam que novos e genuínos princípios da natureza estão operando. Mas não posso afirmar isso categoricamente. Eu acho que uma certa dose de incerteza é muito saudável para a ciência.” O efeito detectado, diz ele, ainda é fraco. Mas, após milhares de repetições de experiências quase idênticas, ele acha que esse pequeno efeito é consistente.
O psicólogo brasileiro Wellington Zangari, coordenador de um grupo de estudos dos fenômenos psi associado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, também é cauteloso ao falar dos fenômenos psi. “Não sabemos o que é esse efeito. Podem até ser problemas metodológicos ou estatísticos desconhecidos. Mas, seja o que for, é preciso fazer mais pesquisa para descobrir”, diz ele. “Virar as costas para um resultado inexplicável não vai fazê-lo desaparecer nem vai esclarecê-lo. Se há evidência da existência de algo inexplicável, é preciso estudar mais.”
As evidências de que Zangari e Morris tanto falam são os resultados de pesquisas feitas em laboratório sobre os fenômenos psi. Mas não pense em cadeiras flutuando em laboratórios ou pessoas conversando telepaticamente como se estivessem falando por telefone. As evidências de fenômenos psi coletadas em laboratório são praticamente invisíveis e só podem ser detectadas em imensas séries de testes, depois que os pesquisadores examinam as estatísticas e eliminam a hipótese de que os eventos possam ter ocorrido por coincidência.
Se os resultados fogem do que seria esperado por acaso, o estudo é considerado significativo, ou seja, houve alguma anomalia. Por exemplo: em alguns testes, pede-se que uma pessoa adivinhe qual imagem, entre quatro possíveis, está sendo vista por outra pessoa. Se o experimento é bem-feito, se a pessoa não tem como saber qual é a imagem certa por nenhum meio normal, espera-se que ela acerte um quarto das tentativas que fizer. Se, ao final de um certo número de tentativas, ela acertar 35%, 40% ou 50% das tentativas, essa performance é considerada significativa. Ou seja, fugiu ao padrão que seria esperado.
A confiabilidade desse resultado depende do número de tentativas. Uma pessoa que fizesse uma única tentativa e acertasse em cheio, teria um índice de 100%. Mas isso não significaria nada. Por isso, os pesquisadores costumam comparar a média de acertos com o número de experiências feitas e calcular a chance de que isso acontecesse por acaso. Isso mede a consistência da pesquisa. Quanto maior o número de tentativas, mais consistente é seu resultado.
Em um ramo da ciência tão desacreditado quanto a parapsicologia, a consistência é fundamental para convencer as pessoas de que um efeito de fato existiu. Portanto, é preciso uma quantidade enorme de experiências. Mas isso custa caro e, em geral, os parapsicólogos não são agraciados com muitos financiamentos para pesquisa. Para contornar esse problema, eles utilizam uma ferramenta largamente conhecida pela ciência, chamada meta-análise, que serve para reunir vários estudos diferentes em um só, combinar seus resultados e tirar daí um resultado combinado para todos. A vantagem é que o efeito combinado é mais consistente.
A meta-análise é engenhosa, mas tem alguns defeitos. O primeiro é de credibilidade. A fonte de onde os pesquisadores coletam estudos para combinar são as publicações científicas. O problema é que, em geral, os estudos que não tiveram resultados significativos não chegam a ser publicados. Os resultados da meta-análise, portanto, tendem a ser superestimados.
Outro problema é que a meta-análise funciona como um jogo de futebol que nunca acaba. Se você examinar os primeiros dez minutos de jogo, o time verde ganhou. Aos 30 minutos, o time azul virou o placar. Aos 50, houve empate e, aos 120, o verde voltou à liderança. O que hoje pode ser um resultado significativo do efeito psi pode tornar-se acaso na próxima meta-análise. Pode ser que, neste momento, os resultados escolhidos para esta reportagem estejam sendo suplantados por outros mais atualizados.
Bem, agora que o método científico está bastante explicado, é hora de ver como os fenômenos parapsicológicos ocorrem em laboratório.

Ganzfeld
A pesquisa científica de maior credibilidade sobre paranormalidade é um estudo de telepatia chamado ganzfeld, uma palavra alemã que significa “campo total”. O Ganzfeld é um método inventado por psicólogos para padronizar os estímulos audiovisuais de uma pessoa. Os parapsicólogos adotaram-no por acreditar que a percepção extra-sensorial fica normalmente embotada pelos estímulos do cotidiano. Com os estímulos audiovisuais padronizados, a pessoa ficaria mais atenta à sua percepção extra-sensorial.
No Ganzfeld, a pessoa fica deitada em uma cadeira reclinável confortável, com fones de ouvido. Sobre cada olho, meia bola de pingue-pongue. Os fones tocam chiado, considerado um som neutro. E sobre as bolinhas de pingue-pongue é emitida uma luz vermelha, de forma que, se a pessoa abre os olhos, ela só vê uma luz difusa vermelha. Para garantir que a pessoa não pode se comunicar por telefone ou rádio com o exterior, as salas de Ganzfeld são à prova de som e blindadas contra ondas eletromagnéticas.
O teste funciona assim: um computador seleciona aleatoriamente um jogo de quatro imagens de um banco de dados contendo dezenas delas. Dessas quatro imagens, a máquina escolhe uma. Essa imagem é que será transmitida telepaticamente. O teste envolve duas pessoas: o emissor, que fica em uma sala, em frente a um computador, e o receptor, que fica em outra sala, em estado de Ganzfeld. Durante a sessão, o “receptor” descreve em voz alta todas as imagens que sua imaginação produz. Sua descrição é transmitida para o emissor, como estímulo para que ele se concentre na tarefa. Ao final da sessão, que dura 30 minutos, um computador exibe as quatro imagens selecionadas para o receptor. Sua tarefa é dizer qual das imagens mais se assemelha com o que ele imaginou. Se ele indicar a imagem certa, um acerto direto é computado. Todos os testes são gravados, para o caso de alguém querer conferir.
Em 1994, o parapsicólogo Charles Honorton, hoje falecido, e Daryl Bem, psicólogo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, fizeram uma meta-análise combinando vários estudos de Ganzfeld realizados entre 1983 e 1989. O resultado, publicado em um prestigiado jornal de psicologia, chamou a atenção pela consistência dos números: de 355 sessões em que uma pessoa tentou acertar a imagem certa, em 122 a resposta foi correta, uma taxa de 34,4% de acerto. A princípio, isso parece pouco, mas a chance de isso ocorrer por acaso é de uma em 20 mil vezes. Para muita gente, isso equivalia a uma prova da existência do fenômeno psi. Como a metodologia descrita por eles era rigorosa, lapidada em anos de debates com céticos, parecia que, finalmente, havia sido descoberta uma receita para repetir o fenômeno psi.
Ray Hyman, o cético da Universidade de Oregon, disse que os resultados eram “intrigantes” e que, se os resultados pudessem ser repetidos em outros laboratórios, a parapsicologia teria feito seu début na ciência. Entre 1994 e 1997, outros seis laboratórios fizeram testes de Ganzfeld. Todos eles tiveram resultados acima da chance, mas em quatro deles a margem de erro incluía a possibilidade de acaso.
Só que a vitória durou pouco. Como já foi dito, a ciência é um jogo que nunca acaba e, em 1996, dois pesquisadores publicaram uma nova meta-análise, incluindo 30 estudos de Ganzfeld que não haviam sido incluídos na revisão anterior. Com esses estudos, a taxa de acerto voltava ao que era esperado por acaso. Bem e Honorton responderam sustentando sua metodologia, mas a polêmica se estendeu em réplicas e tréplicas de cunho técnico, e a prova inequívoca que a parapsicologia buscava se perdeu no caminho. Novos estudos foram feitos e o placar atual, segundo Robert Morris, é de um efeito significativo de 30%. “É fraco, mas é consistente”, diz ele. E tem 95% de confiança.”

Telecinese
Os pesquisadores também testam em laboratório se a mente consegue influenciar a matéria sem utilizar nenhum meio físico conhecido. Esse poder, que aparece com freqüência no cinema, é conhecido como telecinese. Nas experiências em laboratório, no entanto, ninguém tenta mover grandes objetos com o pensamento. Os parapsicólogos acham que mover um objeto parado seria muito difícil. Em vez disso, foi desenvolvido um teste sobre uma máquina que já se move. A idéia é afetar esse movimento. O equipamento utilizado é um gerador de números aleatórios (GNA), um nome dado a vários tipos de aparelhos que funcionam como máquinas de sorteio. Só que essas máquinas produzem apenas dois resultados: 0 ou 1, em uma seqüência aleatória. Em geral, espera-se que, ao final de uma série, o número de zero e um seja igual.
Esse teste foi desenvolvido pelo físico Robert Jahn, ex-diretor da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Princeton, Estados Unidos. Jahn é uma autoridade em engenharia aeroespacial e foi colaborador da Nasa, a agência espacial americana. Hoje, dirige o projeto de Pesquisa de Anomalias em Engenharia de Princeton.
A experiência criada por Jahn consiste simplesmente em um operador tentando influenciar um GNA. Em alguns testes, ele deve tentar fazer a máquina produzir mais 0 que 1. Em outros, o contrário. E, em outros, o operador deve tentar não influenciar o gerador. A experiência dura alguns minutos. Quando acaba, os pesquisadores comparam os números obtidos e a intenção do operador. Se houve um desequilíbrio entre os números no sentido desejado e se esse desequilíbrio estiver fora da margem de erro do próprio aparelho, o resultado é considerado anômalo, ou seja, ocorreu alguma coisa anormal. Para fazer um controle, os pesquisadores comparam os resultados com os números de outro GNA que não foi utilizado na pesquisa.
Em 1989, o engenheiro elétrico e parapsicólogo Dean Radin e o psicólogo Roger Nelson publicaram uma meta-análise dos experimentos com GNA. Foram analisados 832 estudos de 1959 a 1987, de 68 pesquisadores diferentes. Para quem não é do ramo, o resultado foi decepcionante: o índice de acerto foi de 51%, onde 50% era esperado por acaso. Mas os cientistas comemoraram. Devido ao número enorme de sessões, a consistência do resultado foi estratosférica. A chance de esse resultado aparecer por acaso é de uma em um trilhão. Para se ter uma idéia, nos aparelhos monitorados para controle, sem um operador tentando influenciá-los, os resultados foram muito próximos da probabilidade normal: a chance foi de dois para um. Detalhe: em alguns casos, o operador procurava influenciar o equipamento no futuro, ou seja, a máquina só seria monitorada horas depois. Segundo os pesquisadores, a estrutura e o efeito observados nesses casos assemelhou-se aos dos demais.
Os resultados foram bombardeados. Em 1990, o físico Philip W. Anderson, ganhador do Nobel, criticou o método estatístico utilizado nos estudos, o que gerou uma polêmica em que outros laureados cientistas saíram em defesa dos dois lados da contenda. A questão continua sem consenso.
Se a atenção de uma pessoa pode afetar a matéria, a atenção de várias deveria afetar ainda mais. Baseado nessa hipótese, Roger Nelson e Dean Radin verificaram o comportamento de geradores de números aleatórios durante eventos que atraíam grande atenção. A hipótese é que, quando várias pessoas prestam atenção a um mesmo evento, elas criam uma ressonância que afeta a matéria e que poderia ser detectada em um gerador de números. Em 1995 e 1996, Radin examinou esse efeito em oito eventos: um workshop sobre crescimento pessoal, com 12 participantes; duas premiações do Oscar, que foram vistas, cada uma, por um bilhão de espectadores; um show em um cassino de Las Vegas, com 40 espectadores; o julgamento do jogador de futebol americano O.J. Simpson, acusado de matar a mulher, que foi visto por 500 milhões de pessoas; o horário nobre da TV americana, com 90 milhões de telespectadores; e a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, também vista por um bilhão de pessoas.
O experimento funcionava da seguinte forma: o aparelho era ligado durante uma hora antes do evento planejado e desligado uma hora após o término do evento. Os dados aleatórios produzidos eram registrados a cada seis minutos. Durante o evento, um grupo de juízes dizia quais eram os momentos mais e menos interessantes. A hipótese dos pesquisadores era que, nos momentos mais interessantes haveria um padrão nos dados, em vez de números aleatórios.
No caso do curso de crescimento pessoal, que envolvia massagens e relaxamentos, as nove horas do evento foram consideradas de alto interesse. Um GNA colocado no local teve comportamento improvável durante quase todo o período, chegando a picos em que a chance de aqueles números serem produzidos por acaso era uma em 1 000. Quando o mesmo aparelho foi ligado fora do horário do evento, a máquina comportou-se bem próximo do esperado.
Durante o veredicto de O.J. Simpson, o GNA teve um comportamento diferente. Em vez de se manter em comportamento improvável o tempo todo, a máquina mostrou três picos de comportamento incompatível com o normal. O primeiro ocorreu às 9 horas da manhã. Naquele momento, as redes de TV iniciaram a transmissão sobre o caso. O segundo pico parece não ter relação com nenhum evento. Mas, no momento em que o veredito foi dado, os geradores atingiram o pico máximo de comportamento anormal.
Há uma porção de críticas que podem ser feitas a um experimento aberto como esse. O psicólogo Ray Hyman, da Universidade de Oregon, tem as suas. Diz ele que examinar números binários é uma tarefa cheia de armadilhas. “Em um teste, os parapsicólogos conseguiram um padrão especial. Então, deve-se repetir o experimento e procurar o mesmo padrão. Mas, se no outro experimento aparece um padrão diferente, eles vão dizer que esse resultado é significativo, porque não era esperado nenhum padrão. O problema é que, depois que os dados estão disponíveis, sempre é possível encontrar um padrão.”

Experiência de quase morte
O terceiro campo de estudo dos parapsicólogos é a sobrevivência da consciência sem o corpo. Uma das principais fontes de estudo dessa hipótese são as experiências de quase morte, ou seja, aqueles relatos em que o sujeito, quando em grande risco de morrer, vê a vida passar em retrospecto, encontra-se com parentes mortos e sente-se como se saísse do próprio corpo. Não é uma experiência assim tão rara. Uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup, nos Estados Unidos, em 1982, revelou que um em cada sete adultos já viveu uma situação assim.
É claro que não se podem testar essas experiências em laboratório. Há dois anos, o cardiologista holandês Pim Van Lommel publicou um estudo polêmico com entrevistas com pacientes que foram considerados clinicamente mortos por um exame de eletroencefalograma, e que ressuscitaram. A ausência de sinal em um eletroencefalograma significa que os neurônios do paciente não estavam se comunicando. Segundo o conhecimento médico atual, a consciência é um produto da transmissão de impulsos cerebrais entre neurônios. Sem eles, não deveria haver consciência.
A parte que despertou polêmica no estudo de Lommel foram os depoimentos de 62 pacientes que disseram lembrar-se do que ocorreu durante o período em que estiveram mortos. Há vários tipos de relatos, mas chama a atenção a repetição de alguns padrões, como enxergar o próprio corpo, ver um túnel de luz, rever toda a vida em retrospecto e encontrar-se com pessoas mortas. O estudo levou Lommel a cogitar a hipótese de a consciência sobreviver fora do corpo.
Na edição 16, de 1991, da revista Skeptical Inquirer (em português, “inquisidor cético”), considerada a bíblia dos céticos, a britânica Susan Blackmore, professora de Psicologia, analisou esse tipo de relato e tem boas explicações para eles. Em primeiro lugar, diz ela, essas experiências não ocorrem somente em situações de extremo perigo para a vida. Há relatos parecidos em situações cotidianas. Outra coisa: não dá para dizer, com certeza, que a memória das pessoas se refere ao tempo em que estavam clinicamente mortas. Para ela, essas sensações se referem ao momento que antecede a inatividade cerebral.
Uma de suas explicações mais engenhosas é para o túnel de luz que muitas pessoas relatam ver. Segundo ela, quando falta oxigênio no cérebro, as primeiras células a entrar em colapso são um grupo cuja tarefa é inibir o excesso de atividade do córtex cerebral. Sem essa inibição, o cérebro produz uma chuva de impulsos nervosos na área cerebral que comanda a visão. Uma simulação disso em computador mostra que essa interferência começa no centro do campo visual e, à medida que o oxigênio acaba, estende-se para o resto do campo. O efeito é o de um ponto de luz que cresce, dando a impressão de um túnel.
A parapsicologia já desfrutou de grande prestígio. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, integrou uma sociedade de parapsicólogos. Hoje ela está carente de atenção e credibilidade.
Para Robert Morris, essa situação está prestes a mudar. O pesquisador acredita que, com a introdução de novas técnicas para monitorar o estado mental das cobaias, uma série de distorções hoje cometidas pelos pesquisadores vão desaparecer. E a parapsicologia vai mostrar resultados mais expressivos. Enquanto isso não acontece, não custa nada ir torcendo para que não chova no próximo fim de semana. Tem gente que diz que isso ajuda

revista super interessante – edição 186 – março de 2003

Como controlar o ciúme do cão

lhasa_apso.jpgO cachorro tem bastante ciúme das pessoas que gosta e, principalmente, se ele se sentir um pouco “dono” delas. É muito comum o cachorro estar do seu lado e, quando alguém vai conversar com você, ele partir pra cima, agressivamente, ou fazer muito barulho. A melhor coisa a se fazer neste caso é mostrar ao cão que ele não é seu dono. Para isso, dê broncas nele quando mostrar esse comportamento agressivo. É importante ressaltar que quem deve dar a bronca é a pessoa que está sendo protegida e não a que está sendo atacada. Por exemplo: se uma amiga chega na sua casa e o cachorro tem ciúme dela, quem deve dar a bronca é você e não ela. A amiga tem que transformar sua aproximação em algo agradável para o cão. Sempre que ela chegar na sua casa, peça pra ela fazer bastante carinho no cachorro e se possível dar um petisco. Assim ele vai associar a chegada da mulher a algo agradável.

Quer saber mais? Então acesse também www.igirl.com.br/bichoamigo

twitter browser

twitterbrowser.jpgEu ADORO soluções novas de visualização para coisas que já existem. Por mais inúteis que sejam.E acho que é nessa categoria que o Twitter Browser entra.O funcionamento é simples: ponha o nome de um usuário do twitter e ele cria uma rede em torno desse usuário.Daí você pode ir clicando nos usuários anexos e ir aumentando a visualização. Sempre mantendo os links de relacionamento entre os usuários e os últimos comentários postados.Bacana, né? via

58 truques para ter um cabelo de dar inveja

Reunimos aqui as melhores dicas, dadas pelos melhores profissionais, para você ter um cabelo tão incrivel quanto o que você vê nos filmes e nas revistas
Lavagem
1.
Quem quer um cabelo bonito tem que abrir mão da água pelando, não tem jeito. O calor abre as cutículas do cabelo, o que causa frizz. Somente água fria e morna são amigas dos fios.

2. A lavagem no cabeleireiro é boa porque eles não têm pressa. Por isso, em casa, faça dois rounds. Use o equivalente a uma moeda de 1 real de xampu, massageie os fios com a ponta dos dedos, enxágüe muito bem e repita a operação.

3. Xampu anti-resíduo é ótimo para ser usado antes do banho de creme, mas deve ser evitado por quem tem progressiva ou tintura, pois ele limpa mesmo, ou seja, leva embora a química.

4. O condicionador tem que ficar longe da raiz para não aumentar a oleosidade da região, o que pode dar em caspa e descamação. Para saber onde passar, reparta o cabelo ao meio e meça 4 dedos a partir da risca. Dali para baixo, o condicionador está liberado.

5. Para que o condicionador penetre mais, quando entrar no banho, lave o cabelo antes de se ensaboar. Assim, ele fica agindo enquanto você se lava.

6. O condicionador não é leave-in, por isso enxágüe bem os fios após a aplicação, para que eles não fiquem pesados e grudentos. O truque: tire a cabeça debaixo do chuveiro, torça os fios para eliminar o excesso de água e passe a mão neles. Se a mão deslisar, como se o cabelo estivesse cremoso, enxágüe mais. Se você sentir a textura dos fios, pode sair do banho.

Pós-lavagem

7. Liso escorrido ou crespo. Não importa: use sempre um creme para pentear depois de lavar o cabelo. Ele serve para repor nutrientes e proteger os fios. Depois é que vêm os finalizadores. Se você está acostumada a comprar só musse, vai apenas gastar um pouco mais, mas um bom leave-in é o segredo de beleza de muitas celebridades.

8. Qualquer leave-in deve ser usado com moderação (excesso de produto é igual a cabelo pesado). O equivalente a uma moeda de 50 centavos é suficiente. Espalhe bem o produto com as mãos e penteie os fios.

DICA 1: Como ter o cabelo da Beyoncé
O cabelão da cantora é de cair o queixo. E passar do cabelo afro para o liso assim requer muito alisamento, cabeleireiros de plantão e rios de dinheiro. Se seus fios forem crespos como os dela é possível dar um truque com alisamento e apliques para ter cabelos lisos com volume. Procure um salão especializado em cabelo afro. O penteado a gente ensina: Faça escova em todo o cabelo, caprichando na franja. Separe mechas de 2 dedos de largura do comprimento e faça babyliss. Coloque o aparelho na vertical para enrolar a mecha, conte até 7 e solte. Passe um pouco de pomada na palma da mão e amasse todo o cabelo.

Finalizadores

9. Se você faz escova, escolha um creme termoativo que, além de proteger os fios, tem ingredientes que hidratam que, com a ação do calor, deixam os fios macios, o que facilita o estica e puxa.

10. O silicone pode ser usado no cabelo seco ou molhado. Para diminuir o aspecto ressecado, passe nas pontas do cabelo logo após o leave-in – ele vai formar uma película de brilho.

11. Dois cuidados devem ser tomados ao usar spray, para que o cabelo não fique com aspecto molhado e oleoso. Compre spray seco (vem escrito no rótulo) e aplique-o sempre a 30 centímetros de distância.

12. A pomada serve para modelar cabelos lisos a crepos. Mas, se o seu for oleoso, evite pois ela é gordurosa. No lugar, use um creme de modelar para fazer penteados ou silicone, se o problema for o frizz.

13. Para espalhar o silicone em todo o cabelo e não só por cima, coloque o produto naquele espaço entre os dedos e passe a mão entre os fios.

14. Quem tem cabelo enrolado deve adotar definitivamente a musse depois do leave-in. Passe uma bola de pingue-pongue (bastante mesmo!) do produto, use um pente para ajudar a espalhar e amasse os fios com as mãos.

15. Se o seu cabelo arma ao longo do dia, escolha uma musse de fixação forte, que é duas vezes mais poderosa que a comum, para domar seus cachos e evitar aquele efeito leoa.

Enrolar

16. A dupla musse + difusor é perfeita para cachos bem definidos, mas há uma técnica na hora de secar. Coloque o difusor embaixo das mechas para definir bem os fios. Já com a raiz, faça o contrário: seque de cima pra baixo para abaixá-la.

17. Depois que você secou os cachinhos com difusor, nada de pente (para não desmanchá-los). A dica dos cabeleireiros é chacoalhar levemente os fios, colocando as mãos de dentro para fora do cabelo.

18. Escolha o babyliss de acordo com os cachos que você deseja. O grosso os deixará grandes, como os da Gisele Bündchen. Fino, fará cachos pequenos, como os da Ana Paula Arósio.

19. Se o seu cabelo for fino, para que o babyliss não marque a ponta, enrole o fio com o prendedor do aparelho fechado.

20. O babyliss não deve ser usado nos fios molhados para não queimá-los. O ideal, para todos os tipos de cabelo, é aplicar uma musse e secar com o bico difusor. Você protege os fios e facilita a modelagem.

21. O jeito de enrolar o babyliss também influencia. Para um penteado com volume, posicione o aparelho deitado perto da raiz e enrole a mecha. Para cachinhos de boneca, coloque-o na vertical e torça o cabelo em volta.

DICA 2: Como ter o cabelo da Angelina
Além de bocão (e de um maridão), ela tem um cabelo comprido e lindo. Seus fios são bem lisos, mas podem ficar volumosos como na foto ao lado. Se você tem cabelo fino, use o truque: No cabelo molhado, passe uma bola grande de musse. Desembarace bem. Faça uma escova não muito lisa usando uma escova grande. Quando terminar, coloque bobes grandes em todo o cabelo. Solte depois de 20 minutos e passe spray de fixação forte.

Alisar

22. A chapinha pode deixar o cabelo bem liso, mas com as pontas espetadas. Na hora de passar, quando estiver chegando perto do fim da mecha, vire o aparelho pra fora ou para dentro. Assim, o comprimento ficará com movimento.

23. Soltar a raiz é outro segredo para uma chapinha com cara de liso natural. Coloque a cabeça para baixo e agite o secador perto da raiz por alguns segundos. Depois, ajeite os fios com as mãos.

24. Depois da escova ou da chapinha, jogue um jato de ar frio no cabelo. Assim, você retira a eletricidade e os fios arrepiados somem.

25. Quanto maior o cabelo, maior deve ser o diâmetro da escova que você vai usar. Aquelas bem finas só servem para fios curtos. Se você usar a fina no cabelo longo, ela vai enroscar.

26. Para turbinar o liso, use uma escova com cobertura de alumínio, que absorve o calor do secador e facilita seu trabalho.

27. Cabelo oleoso não combina com o uso constante do secador. O ar quente estimula as glândulas sebáceas, o que pode dar caspa. Para que a sua escova dure mais dias, faça touca antes de dormir e antes do banho, enrole uma toalha de rosto na cabeça.

Penteado

28. Quando fizer um cabelo para uma festa ou casamento, lave-o um dia antes. Cabelos muito limpos não têm textura suficiente para manter o penteado por muito tempo. Só os oleosos devem ser lavados e levar uma dose extra de spray.

29. Deu vontade de ir para uma festa com um cabelo diferente. Lave-o e faça pequenas tranças. Solte com as mãos quando secar. Seu cabelo estará todo frisado.

30. Para dar aquela bagunçada no liso, no estilo Kate Moss, passe um pouco de pomada na palma da mão e esfregue a ponta do cabelo.

31. Outra opção para dar volume ao liso é prender um coque torcido no alto da cabeça, com os fios ainda úmidos. Durma assim ou seque com secador e solte. Você estará com a raiz lisa e leves cachos nas pontas.

32. Rabo-de-cavalo no alto da cabeça é hit. Para que ele fique bem esticado, passe um pouco de creme para pentear e puxe-o pra trás com um pente fino. Se quiser dar uma desarrumada, passe o pente no sentido contrário do rabo.

33. Existe um jeito rápido de deixar seus cachos definidos. Depois de lavar, passe um creme para pentear, desembarace os fios e, com as mãos, torça as mechas para fora. Seque um pouco com o bico difusor e depois solte os fios com as mãos.

34. Para um liso esvoaçante, faça uma escova levantando a raiz. Depois, enrole bobes grandes em todo o cabelo. Espere 10 minutos, solte e aplique spray.

35. Se o seu rosto é muito redondo, com bochechas salientes, use o cabelo repartido ao meio, para dar a impressão de que ele é mais fino.
Corte

36. O formato do rosto é fundamental para a escolha do corte. O formato de triângulo invertido vai bem com fios desfiados e franja lateral. Redondo, com longos desfiados nas pontas. O quadrado deve ficar longe dos curtos. E o oval vai com quase todos os cortes.

37. Quem tem cabelo liso e quer dar volume deve cortá-lo em camadas. E quem tem enrolado e quer domar os fios deve desfiá-los.

38. O chanel continua em alta, inclusive para quem tem cachos. Mas esse corte na versão caracóis fica volumoso. A dica é passar musse e secar com o bico difusor, amassando os fios de baixo para cima.

DICA 3: Como ter o cabelo da Gisele
Cachos soltos na ponta e fios esvoaçantes. Quem não quer ter o cabelo da top? Para o efeito Gisele natural, veja a dica 31. E se você quiser o look hollywoodiano ao lado, veja o passo-a-passo: Divida o cabelo seco na lateral. Aplique 2 bolas grandes de musse nele. Faça babyliss em mechas de 3 dedos de largura, enrolando como se estivesse fazendo bobe. Prenda a mecha enrolada com um grampo. Espere 10 minutos e solte. Passe uma escova tipo raquete para formar as ondas. Finalize com spray fixador.

Franja

39. Franja curta está em alta. Para descobrir se você ficará bem com ela, tire a medida da sua testa. Se ela tiver mais de 4 dedos, está liberada.

40. A franja do momento é a arredondada. Então peça para o seu cabeleireiro cortá-la reta na frente e maior na lateral.

41. Quem tem testa pequena pode usar somente franja longa repicada, como a da Priscila Fantin.

42. Para um efeito colegial, a franja deve ficar 1 dedo acima da sobrancelha. Para um efeito mais adulto, rente à sobrancelha. Nos dois casos, ela deve ser cortada a cada 15 dias – no salão – para ficar reta.

Coloração

43. Um jeito de saber se você pode ser loira é pela sobrancelha. Se ela for escura, com fios fechados (você olha e vê um traço bem escuro), esquece. Mas se ela for escura e translúcida, com fios ralos e um pouco de pele aparecendo, ok.

44. Quem é branquíssima pode ter qualquer cor de cabelo. Se a sua pele for amarelada (você fica dourada quando toma sol?) ou morena, tons de marrom são seu forte. E para as negras, marrons e avermelhados.

45. Quem tem tintura escura e quer clarear deve ir com calma. Faça mechas a cada 3 meses e, quando 50% do seu cabelo estiver mais claro, mande ver na coloração. Desse jeito, você agride menos os fios.

46. Assim que você sair do salão, compre xampu e condicionador específicos para cabelos tingidos. Não é frescura: esses produtos têm fixadores de cor e evitam que o cabelo desbote logo.

47. Se você pintar de alguma cor escura, separe uma toalha para secar o cabelo e outra para pôr em cima do travesseiro durante a primeira semana. As tintas escuras mancham mesmo pois têm mais pigmento.

48. Você acha que tintura é mais agressiva do que o tonalizante? Saiba que, se você usar tonalizante por três meses, a quantidade de pigmentos de cor acumulada no fio será a mesma da tintura, mas sem o mesmo efeito aparente.

49. Escova progressiva combina com coloração, só que é melhor você esperar um mês entre as duas químicas para poupar o cabelo.

Hidratação

50. Para saber qual produto hidrata melhor seu cabelo, descubra se ele é quebradiço ou ressecado. Puxe o cabelo pra baixo e, se alguns fios menores que o comprimento saírem na sua mão, ele está quebrando. Se você amassar o cabelo e sentir espetadinhas na palma da mão, ele está ressecado.

51. Cabelos muito secos precisam de produtos hidratantes. No rótulo, procure por óleos de frutas e castanhas, abacate e manteiga de karité.

52. Já os cabelos frágeis, que quebram com facilidade, como os que têm tintura, precisam de proteínas para serem fortalecidos.

53. Para potencializar a hidratação em casa, na hora de passar o creme, massageie o fio com movimentos de cima para baixo.

54. Enrole uma toalha úmida ou coloque uma touca de alumínio enquanto aguarda o tempo de ação do creme. Quando retirar, massageie os fios de novo. Só depois enxágüe completamente.

Cuidados especiais

55. Redemoinho não tem solução, por isso nada de alisamento nele. Se o seu cabeleireiro aplicar o produto alisante na raiz e passar o pente por cima, vai quebrar os fios. O jeito é fazer um corte que camufle.

56. Para cabelos lisos que enrolam perto da testa, a solução é fazer um amaciamento no contorno do rosto. Esse processo sai com o tempo, mas é melhor que a definitiva, que muda a estrutura do fio.

57. Se você tem escova definitiva e quer fazer luzes, recorra ao megahair. Peça para o seu cabeleireiro usar mechas de cabelos naturais. Para tirar a dúvida, peça para ele queimar um fio. Se cheirar a cabelo queimado e não enrolar na ponta, é natural.

58. Quem tem cachinhos do tipo mola ou fios crespos e está descontente, mas não quer alisar, pode recorrer ao permanente afro. Só não se esqueça de pedir para o cabeleireiro usar bigudins médios na hora de enrolar, para você ficar com cachos mais largos.

Quem deu as informações:
Saulo Fonseca, Beauty Stylist da Molinos & Trein, Evandro Ângelo, do Salão EV Equipe, Júnior Carvalho e Natália Alvez, do CKamura, e Marco Antônio Di Biaggi, do MG Hair Design, todos de São Paulo; Flávio Priscot, do Studio Flávio Priscot, do Rio de Janeiro; Nick Arrojo (especialista em cabelos cacheados) e James (colorista), do Salão Arrojo, de Nova York.

Fonte: www.portalms.com.br

utilidade publica


Biblioteca Apostólica Vaticana – biblioteca que possui um arquivo secreto: bav.vatican.va
Biblioteca Central – localize os livros das bibliotecas da UFRGS:
www.biblioteca.ufrgs.br

Biblioteca del Congreso – item Expo Virtual mostra alguns tesouros dessa biblioteca argentina: www.bcnbib.gov.ar

Biblioteca Digital Andina – Bolívia, Colômbia, Equador e Peru estão representados: www.comunidadandina.org/bda

Biblioteca Digital de Obras Raras – livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século 19: www.obrasraras.usp.br

Biblioteca do Hospital do Câncer – índice desse acervo especializado em oncologia: www.hcanc.org.br/outrasinfs/biblio/biblio1.html

Biblioteca do Senado Federal – sistema de busca nos 150 mil títulos da biblioteca: www.senado.gov.br/biblioteca

Biblioteca Mário de Andrade – acervo, eventos e história da principal biblioteca de São Paulo: www.prefeitura.sp.gov.br/mariodeandrade

Biblioteca Nacional de Portugal – apresenta páginas especiais com reproduções relacionadas a Eça de Queirós e a Giuseppe Verdi, entre outros: www.bn.pt

Biblioteca Nacional de España – entre as exposições virtuais, uma interessante coleção cartográfica do século 16 ao 19: www.bne.es

Biblioteca Nacional de la República Argentina – biblioteca, mapoteca e fototeca: www.bibnal.edu.ar

Biblioteca Nacional de Maestros – biblioteca argentina voltada para a comunidade educativa: www.bnm.me.gov.ar

Biblioteca Nacional del Perú – alguns livros eletrônicos, mapas e imagens: www.binape.gob.pe

Biblioteca Nazionale Centrale di Roma – expõe detalhes de obras antigas de seu catálogo: www.bncrm.librari.beniculturali.it

Biblioteca Româneasca – textos em romeno e dados sobre autores do país: biblioteca.euroweb.ro

Biblioteca Virtual Galega – textos em língua galega, parecida com o português: bvg.udc.es

Bibliotheca Alexandrina – conheça a instituição criada à sombra da famosa biblioteca, que sumiu há mais de 1.600 anos: www.bibalex.org/website

California Digital Library – imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia: californiadigitallibrary.org

Celtic Digital Library – história e literatura celtas: celtdigital.org

Círculo Psicanalítico de Minas Gerais – acervo especializado em psicanálise: www.cpmg.org.br/n_biblioteca.asp

Cornell Library Digital Collections – compilações variadas, sobre agricultura e matemática, por exemplo: moa.cit.cornell.edu

Corpus of Electronic Texts – história, literatura e política irlandesas: www.ucc.ie/celt

Crime Library – histórias reais de criminosos, espiões e terroristas: www.crimelibrary.com

Educ.ar Biblioteca Digital – em espanhol, apresenta livros e revistas de “todas as disciplinas”: www.educ.ar/educar/superior/biblioteca_digital

Gallica – Bibliothèque Numérique – volumes da Biblioteca Nacional da França digitalizados: gallica.bnf.frHuman Rights Library – mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos: www1.umn.edu/humanrtsIDRC Library -textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional: www.idrc.ca/library

Internet Ancient History Sourcebook – página dedicada à difusão de documentos da Antiguidade: www.fordham.edu/halsall/ancient/asbook.html

Internet Archive – guarda páginas da internet em seus diversos estágios de evolução: www.archive.org

Internet Public Library – indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento: www.ipl.org

John F. Kennedy Library – sobre o presidente americano John F. Kennedy, morto em 1963: www.cs.umb.edu/jfklibrary

LibDex – índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites: www.libdex.com

Lib-web-cats – enumera bibliotecas de mais de 60 países, mas o foco são os EUA e o Canadá: www.librarytechnology.org/libwebcats

Libweb – outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países: sunsite.berkeley.edu/Libweb

Mosteiro São Geraldo – livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião: www.msg.org.br

National Library of Australia – divulga periódicos australianos da década de 1840: www.nla.gov.au

Oxford Digital Library – centraliza acesso a projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford: www.odl.ox.ac.uk

Perseus Digital Library – dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos: www.perseus.tufts.edu

Servei de Biblioteques – bibliotecas da Universidade Autônoma de Barcelona: www.bib.uab.es

The Aerial Reconnaissance Archives – recém-lançado, site promete divulgar 5 milhões de fotos aéreas da Segunda Guerra Mundial: www.evidenceincamera.co.uk

The British Library – além de busca no catálogo, tem coleções virtuais separadas por região geográfica: www.bl.uk

The Digital Library – diversas coleções temáticas, como a de escritoras negras americanas do século 19: digital.nypl.org

The Digital South Asia Library – periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia: dsal.uchicago.edu

The Huntington – grande quantidade de obras raras em arte e botânica: www.huntington.org

The Math Forum – textos que se propõem a auxiliar no ensino da matemática: mathforum.org/library

The New Zealand Digital Library – destaque para os arquivos sobre questões humanitárias: www.sadl.uleth.ca/nz/cgi-bin/library

Treasures of Keyo University – um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg: www.humi.keio.ac.jp/treasures

Unesco Libraries Portal – informações sobre bibliotecas e projetos voltados para a preservação da memória: www.unesco.org/webworld/portal_bib

UOL Biblioteca – dicionários, guias de turismo e especiais noticiosos: www.uol.com.br/bibliot

UT Library Online – possui uma ampla coleção de mapas: www.lib.utexas.edu

Bibliotecas virtuais

Alexandria Virtual – acervo variado, de literatura a humor: www.alexandriavirtual.com.br

Bartleby.com – importantes textos, como os 70 volumes da “Harvard Classics” e a obra completa de Shakespeare: www.bartleby.com

Bibliomania – 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês: www.bibliomania.com

Biblioteca dei Classici Italiani – literatura italiana, dos “duecento” aos “novecento”: www.fausernet.novara.it/fauser/biblio

Biblioteca Electrónica Cristiana – teologia e humanidades vistas por religiosos: www.multimedios.org

Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro – especializada em literatura em língua portuguesa: www.bibvirt.futuro.usp.br

Biblioteca Virtual – Literatura – pretende reunir grandes obras literárias: www.biblio.com.br

Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes – cultura hispano-americana: www.cervantesvirtual.com

Biblioteca Virtual Universal – textos infanto-juvenis, literários e técnicos: www.biblioteca.org.ar

Contos Completos de Machado de Assis – mais de 200 contos de Machado de Assis: www.uol.com.br/machadodeassis

Cultvox – serviço que oferece alguns e-livros gratuitamente e vende outros: www.cultvox.com.br

Dearreader.com – clube virtual que envia por e-mail trechos de livros: www.dearreader.com

eBooksbrasil – livros eletrônicos gratuitos em diversos formatos: www.ebooksbrasil.com

iGLer – acesso rápido a duas centenas de obras literárias em português: www.ig.com.br/paginas/novoigler/download.html

International Children’s Digital Library – pretende oferecer e-livros infantis em cem línguas: www.icdlbooks.org

IntraText – textos completos em diversas línguas, entre elas o latim www.intratext.com

Jornal da Poesia – importante acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3.000 autores: www.secrel.com.br/jpoesia

Net eBook Library – biblioteca virtual com parte do acervo restrito a assinantes do site: netlibrary.net

Nuovo Rinascimento – especializado em documentos do Renascimento italiano: www.nuovorinascimento.org/n-rinasc/homepage.htm

Online Literature Library – pequena coleção para ler diretamente no navegador: www.literature.org

Progetto Manuzio – textos em italiano para download, incluindo óperas: www.liberliber.it/biblioteca

Project Gutenberg – mantido por voluntários, importante site com obras integrais disponíveis gratuitamente: www.gutenberg.net

Proyecto Biblioteca Digital Argentina – obras consideradas representativas da literatura argentina: www.biblioteca.clarin.com

Romanzieri.com – livros eletrônicos em italiano compatíveis com o programa Microsoft Reader: www.romanzieri.com

Sololiteratura.com – textos sobre autores hispano-americanos: www.sololiteratura.com

Textos de Literatura Galega Medieval – pequena seleção de poesias e histórias medievais: www.usc.es/~ilgas/escolma.html

The Literature Network – poemas, contos e romances de aproximadamente 90 autores: www.online-literature.com

The Online Books Page – afirma ter mais de 20 mil livros on-line: digital.library.upenn.edu/books

The Online Medieval and Classical Library – obras literárias clássicas e medievais: sunsite.berkeley.edu/OMACL

Usina de Letras – divulga a produção de escritores independentes: www.usinadeletras.com.br

Virtual Book Store – literatura do Brasil e estrangeira, biografias e resumos: www.vbookstore.com.br

Virtual Books Online – e-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano: virtualbooks.terra.com.br

Científicos

Banco de Teses – resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987: www.capes.gov.br

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP: www.teses.usp.br

Biblioteca Virtual em Saúde – revistas científicas e dados de pesquisas sobre adolescência, ambiente e saúde : www.bireme.br

Digital Library of MIT Theses – algumas teses do Instituto de Tecnologia de Massachusetts; a mais antiga é de 1888: theses.mit.edu

Great Images in Nasa – imagens históricas da agência espacial americana: grin.hq.nasa.gov

ProQuest Digital Dissertations – sistema para pesquisar resumos de teses e de dissertações: wwwlib.umi.com/dissertations

Public Health Image Library – fotos, ilustrações e animações voltadas para o esclarecimento de questões de saúde pública: phil.cdc.gov

PubMed – referências a 14 milhões de artigos biomédicos: www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi

SciELO – biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros: www.scielo.br

ScienceDirect – mais de 1.800 revistas, de “ACC Current Journal Review” a “Zoological Journal”: www.sciencedirect.com

Universia Brasil – busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC-PR: www.universiabrasil.net/busca_teses.jsp

Associações

American Library Association – sobre o sistema de bibliotecas dos EUA: www.ala.org

Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas – publicações indicadas e agenda de eventos da área: www.apbad.pt

Association des Bibliothécaires Français – dossiês sobre o sistema francês de bibliotecas e temas correlatos: www.abf.asso.fr

Conselho Federal de Biblioteconomia – atualidades e links de interesse da área: www.cfb.org.br

Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo – legislação e eventos da biblioteconomia: www.crb8.org.br

Council on Library and Information Resources – organização que se preocupa com a preservação de informações: www.clir.org

European Bureau of Library, Information and Documentation Associations – entidade européia dedicada à promoção da ciência da informação: www.eblida.org

International Federation of Library Associations and Institutions – associação com membros em mais de 150 países: www.ifla.org

Sociedad Española de Documentación e Información Científica – oportunidades, como cursos virtuais: www.sedic.es

Biblioteca do Congresso americano – considerada a maior e uma das melhores bibliotecas do mundo, é referência internacional, com conteúdos trabalhados e relacionados: www.loc.gov

Biblioteca Nacional (Brasil) – o site é referência para todas as bibliotecas do país, com farta documentação e imagens digitalizadas, além de informações e serviços: www.bn.br

Bibliotecas da cidade de São Paulo – a cidade tem a maior rede de bibliotecas públicas do país, e uma visita ao site é imprescindível para conhecer suas coleções e serviços, com destaque para as obras e imagens digitalizadas da Biblioteca Mário de Andrade: www4.prefeitura.sp.gov.br/biblioteca/PaginaInicial.asp

Bibliotecas virtuais do sistema MCT/CNPq/Ibict – grande referência na área de bibliotecas virtuais, é o site mais importante no Brasil de informação e comunicação sobre ciência e tecnologia: www.prossiga.br

Bibliotecas das universidades públicas paulistas – o consórcio Cruesp/Bibliotecas interliga Unesp, Unicamp e USP, e o internauta pode consultar as mais importantes bibliotecas universitárias do país, referências para diferentes campos da pesquisa: bibliotecas-cruesp.usp.br


o tempo e o vento – erico verissimo

O Continente – Intercalada pela história do sítio ao sobrado, onde morre Florêncio Terra e a filha recém-nascida de Licurgo, durante uma revolta em 1895, onde aparecem também os jovens Rodrigo e Toríbio Terra Cambará. Conta-se 150 anos da história do RS até aquele ponto pela vida da família Terra Cambará. A primeira parte é A Fonte, já que o que se segue é a história do personagem que se torna a fonte do qual surge toda a família. É a história do mameluco Pedro Missioneiro, que nasceu em 1745, morou nos Sete Povos das Missões e adquiriu de um padre (seu padrinho, que o batizou com o nome de um homem que um dia quis matar pela amante antes de se tornar padre) uma adaga que passa pela família. Pedro tinha visões que se realizavam, dizia continua

O poder do mito

2005050101_Marilyn-Monroe-85-tm.jpgJoseph Campbell, no livro O poder do Mito, explica que Mitos não são algo pra dar sentido a uma vida vazia, mas sim pistas para as potencialidades espirituais da vida humana, aquilo que somos capazes de conhecer e experimentar interiormente. Pra isso é preciso captar a mensagem dos símbolos. Leia mitos de outros povos, não os da sua própria religião, porque aí você começará a interpretar sua própria religião não mais em termos de fatos – mas de mensagem. O mito o ajuda a colocar sua mente em contato com essa experiência de estar vivo. Ele lhe diz, através de símbolos, o que a experiência É.

O casamento, por exemplo. É a reunião da díade separada. Originariamente, vocês eram um. Agora são dois, no mundo, mas o casamento é o reconhecimento da identidade espiritual. É diferente de um caso de amor, não tem nada a ver com isso. É outro plano mitológico de experiência. Quando pessoas se casam porque pensam que se trata de um caso amoroso ………..

Disfunção Eréctil

marcocarocari3.jpgA disfunção eréctil, comummente conhecida por impotência, é um problema vulgar que afecta, no mínimo, um homem em cada dez. A sexualidade é um aspecto importante da vida e desde há muito que ultrapassou a função biológica da reprodução. Problemas relacionados com a sexualidade podem destruir relações íntimas e são ultrapassados com maior facilidade quando ambos os parceiros falam de uma forma aberta e têm vontade de resolver o problema. Este texto procura alertá-lo acerca dos vários tratamentos disponíveis bem como de algumas novas opções. Mas primeiro será útil falar sobre a origem da impotência, as suas causas e os exames que deverá fazer.

O que é a disfunção eréctil?
A impotência é a incapacidade de manter uma erecção suficientemente rígida e que dure o tempo necessário para permitir uma relação sexual. Não é a mesma coisa que infertilidade ou que ejaculação precoce. A impotência pode ocorrer em qualquer idade, apesar de ser mais comum a partir dos 40 anos. Existem alterações evidentes ao longo do envelhecimento do homem. É necessário mais tempo para se sentir estimulado, o pénis necessita de uma estimulação mais directa e não fica tão rígido como antes. Qualquer distracção pode levar à perda da erecção e o clímax (orgasmo) é geralmente menos intenso.

A disfunção eréctil é muito comum?
Todos os homens, alguma vez durante a sua vida, tiveram dificuldade em atingir erecções especialmente quando cansados, em stress, sob a influência do álcool ou durante uma doença grave. A impotência persistente não é vulgar nos homens novos, mas começa a ter uma importância crescente a partir dos 40 anos e cerca de 30% dos homens com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos sofrem de alguma forma de impotência. Este aumento é influenciado por múltiplos factores, tais como, o tabaco, a diabetes, pressão arterial elevada, doença cardíaca, alterações nos níveis de colesterol, depressão e muitos dos medicamentos utilizados no tratamento destas doenças.

Como ocorre a erecção?
Quando um homem é estimulado, o pénis muda de um estado flácido (mole) para um outro tumescente, mudança associada a um aumento de volume e, finalmente, para um estado de engurgitação completa (duro ou rijo). Estas fases ocorrem rapidamente e envolvem o cérebro, a espinal-medula, os vasos sanguíneos, os nervos, as hormonas e o tecido esponjoso do pénis (musculo cavernoso). Para um homem manter uma erecção deverá ser estimulado pelo toque, visão, pensamentos, cheiros, sons ou uma combinação destes. Estas mensagens são enviadas através da medula espinal para os nervos penianos, permitindo um aumento do fluxo sanguíneo ao pénis. Este aumento do fluxo sanguíneo faz com que o pénis aumente de volume e que o sangue fique retido pelo relaxamento do músculo peniano. A erecção mantém-se até que se dê a ejaculação ou que o interesse sexual desapareça. Nessa altura, o processo reverte-se e o pénis volta a ficar flácido. Após a ejaculação é necessário que passe algum tempo antes do homem conseguir obter outra erecção, é o chamado período refractário.

Quais são as causas da disfunção eréctil?
As causas da impotência podem ser divididas em 5 grupos.

Causas vasculares
São muito vulgares e resultam da incapacidade do sangue afluir ao pénis e aí ficar retido. Os factores de risco para as causas vasculares são o tabaco, a pressão arterial elevada, a diabetes, a doença coronária e as alterações dos níveis de colesterol.

Causa neurológicas
Resultam da interrupção da mensagem enviada do cérebro ao pénis e são quase sempre óbvias: lesão medular, esclerose múltipla e cirurgia pélvica radical.

Causas hormonais
São raras mas podem ser devidas a falta de hormonas sexuais masculinas.

Causas psicológicas
Nestes casos, o mecanismo peniano encontra-se normal mas a erecção é inibida por problemas psicológicos que podem variar entre a simples ansiedade, como por exemplo o receio de não conseguir obter uma erecção (o denominado papel de espectador); os problemas na relação entre os parceiros; a depressão ou outras perturbações psicológicas. O stress seja por que razão for, pode condenar qualquer performance sexual.

Medicamentos
Vários medicamentos, especialmente os utilizados no tratamento da hipertensão, da doença cardíaca e de perturbações psiquiátricas, podem interferir na capacidade de obter erecções. Deve ler a bula que acompanha os medicamentos que foram prescritos e verificar se esta relata efeitos na esfera sexual.

Onde posso obter ajuda?
Na maioria dos casos deverá começar por consultar o seu médico de família, que poderá estar apto a ajudá-lo. Se esse não for o caso, deverá enviá-lo a um especialista neste tipo de problemas.

E a seguir
A primeira ida ao médico é geralmente o passo mais difícil. Ele terá a perfeita noção do seu problema e por isso não lhe deverá esconder qualquer tipo de informação que possa vir a afectar o tratamento. Deve lembrar-se que ele está habituado a ouvir e a tratar problemas sexuais e você deverá estar à vontade para discutir estes assuntos (a linguagem em consulta de medicina sexual terá que ser aquela que ambos: médico e doente entendam!). O médico poderá fazer o diagnóstico a partir da história clínica e do exame físico, apesar de provavelmente querer que faça alguns exames. É aconselhável que a sua companheira vá consigo à consulta. Alguns doentes poderão necessitar de exames mais detalhados mas, geralmente estes só são necessários em doentes mais novos e com problemas específicos.

Quais os exames básicos?
São poucos e consistem, na sua maioria, na pesquisa de glucose (açúcar) no sangue ou urina, para diagnosticar diabetes e avaliação do colesterol e triglicerídeos. É também conveniente avaliar os níveis do testosterona (hormona sexual masculina), especialmente quando a impotência está associada à perda de desejo sexual.

Deverão fazer-se outros exames?
A maior parte dos homens não necessita de exames adicionais e estes só serão realizados quando as circunstâncias, caso a caso, o exigirem.
A monitorização peniana durante o sono permite ao médico determinar a presença e a qualidade da erecção. Todos os homens têm, normalmente, 3 a 5 erecções durante o sono. Se o doente sofrer de dificuldades psicológicas com a função sexual obterá na mesma erecções rígidas durante o sono, enquanto que se o problema for físico as erecções serão em menor número e de menor qualidade. Este teste permitirá ao médico fazer a diferenciação entre causas psicológicas e físicas.
Um teste simples para determinar a existência de problemas físicos envolve a injecção de fármacos específicos no pénis. Estes fármacos melhoram a circulação sanguínea e, geralmente, resultam numa erecção se não existirem alterações do fluxo sanguíneo.
O eco-doppler a cores é o exame mais apropriado para a identificação de alterações do fluxo sanguíneo no pénis. Este teste utiliza ondas sonoras para mostrar a imagem dos vasos sanguíneos num monitor.
Os exames radiológicos do pénis só são necessários em homens novos, onde a hipótese de cirurgia reconstrutiva é considerada. Geralmente não são necessários mais exames.

Quais os tratamentos disponíveis?
Aconselhamento e Terapia Sexual Intensa
Muitos dos homens que sofrem de impotência poderão ser afectados psicologicamente, mesmo quando a causa é de origem física. Cerca de metade dos casos de disfunção eréctil tem uma etiologia emocional ou psicológica, que pode ser a única causa ou associar-se a outra etiologia orgânica de que falámos atrás. O aconselhamento e/ou a psicoterapia sexual pode ajudá-lo assim como à sua parceira, a falar acerca do problema e mesmo a ultrapassá-lo. No aconselhamento, a atmosfera de permissão, a abertura para informação e discussão do problema, e até para sugestões de novos comportamentos é utilizado em grande número de situações clínicas, em todas as idades, em particular na maior parte dos homens jovens (com menos de 40 anos) uma vez que raramente a causa dos seus problemas é de origem física. A intervenção psicoterapêutica nas disfunções sexuais e em particular na disfunção eréctil tem

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